Frame
Adicional de transferência, 25% e natureza 1204

Adicional de transferência: 25% do salário da origem enquanto a transferência for provisória — e nada depois que ela vira definitiva

O adicional de transferência é o pagamento suplementar que nasce de um evento do contrato: quando o empregador transfere o empregado, por necessidade de serviço, para localidade diversa da que resultar do contrato. O art. 469, § 3º, da CLT fixa o piso em 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade — a base é o salário da ORIGEM, não o do destino — e acrescenta uma condição que quase toda folha esquece: o adicional vale "enquanto durar essa situação". É verba provisória: quando a transferência se torna definitiva, ela cessa. A Frame calcula o adicional sobre a base de origem, na rubrica de natureza 1204 do eSocial, com incidência de INSS, IRRF e FGTS enquanto ele vigora — sem definir se a transferência é provisória nem contabilizar as despesas, que são matéria da empresa.

  • 25%O piso legal do pagamento suplementarCLT, art. 469, § 3º: na transferência por necessidade de serviço, o empregador fica obrigado a um pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade. É um piso, não um valor fixo — pode ser maior por acordo ou convenção.
  • enquanto durarA condição temporal que faz o adicional cessarO § 3º diz expressamente que o pagamento é devido "enquanto durar essa situação". A transferência provisória gera o adicional; a definitiva não o incorpora como aumento. Confundir as duas infla a folha de forma permanente.
  • natureza 1204A classificação do adicional na Tabela 03 do eSocialA Tabela 03 tem natureza própria para a verba — a 1204, "adicional em razão de transferência de trabalhador, enquanto durar a transferência". Não confundir com a 1099 (outros proventos): as incidências continuam corretas, porém a figura declarada ao governo muda.

O adicional de transferência responde a três perguntas — se a transferência é provisória, qual é a base e até quando ele é devido — e a resposta é uma porcentagem com prazo

A primeira pergunta é se houve transferência. O caput do art. 469 da CLT veda ao empregador transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato — e fecha o conceito com um recorte que muita folha ignora: "não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio". Ou seja, mudar o empregado de unidade dentro da mesma cidade, sem mudança de domicílio, não é transferência para os efeitos do artigo. O § 1º não inclui na proibição do artigo dois grupos: quem exerce cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço — e, na leitura corrente, são eles que ficam fora do suplementar do § 3º. E o § 2º declara lícita a transferência quando ocorrer a extinção do estabelecimento em que o empregado trabalhava.

A segunda pergunta é qual é a base. O § 3º responde: quando há necessidade de serviço, o empregador pode transferir o empregado — não obstante as restrições do artigo —, mas fica obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% dos salários que o empregado percebia NAQUELA localidade, enquanto durar essa situação. A expressão "naquela localidade" é o detalhe que decide a conta: a base são os salários da ORIGEM, não os do destino. Quem transfere para uma praça onde o piso é maior e calcula os 25% sobre o salário novo está pagando sobre a base errada — e a folha erra todo mês, sem aparecer como erro.

A terceira pergunta é até quando. A resposta está na mesma frase da lei — "enquanto durar essa situação" —, e é o que separa o adicional de transferência de um aumento definitivo. A verba nasce provisória: dura enquanto a transferência for provisória. Convertida a transferência em definitiva — com a mudança permanente do domicílio —, a situação que a lei remunerava deixa de existir, e o adicional cessa. Tratá-lo como incorporação permanente é o erro simétrico de não pagá-lo enquanto é devido: nos dois casos a folha paga um valor que a lei não sustenta.

A Frame entra na parte que é conta e classificação. O motor aplica 25% — o piso legal, parametrizável para cima — sobre a base informada, lança o valor na rubrica `transferencia`, de natureza 1204 no eSocial, com incidência de INSS, IRRF e FGTS, e o soma às três bases enquanto o adicional vigora. Duas ressalvas honestas, escritas e não escondidas no cálculo: definir se a transferência é provisória e decorre de necessidade de serviço é matéria da empresa, não do motor — a função faz a conta do que foi decidido; e as despesas da transferência (mudança, transporte), que o art. 470 põe por conta do empregador, não são contabilizadas como verba. O que a empresa decide, o motor calcula; o que não é cálculo, a página diz que não é.

O adicional de transferência tem três números — 25%, a base nos salários da localidade de origem e a natureza 1204 — e uma condição que muda o resultado: só vale "enquanto durar" a transferência provisória. Quem calcula os 25% sobre a remuneração do destino, ou transforma o adicional em aumento definitivo, erra a folha em silêncio.

Cinco números do adicional de transferência

Os números que decidem a base, o piso e a classificação da verba

25%

O piso legal do pagamento suplementar

CLT, art. 469, § 3º: o pagamento suplementar nunca é inferior a 25% dos salários percebidos na localidade de origem. É o piso — acordo ou convenção coletiva podem elevá-lo.

  • origem

    A localidade cujo salário é a base do adicional

    A lei diz "dos salários que o empregado percebia naquela localidade". A base são os salários da origem, não os do destino — errar o lado troca a base todo mês.

  • enquanto durar

    A condição temporal que faz a verba cessar

    O adicional é provisório: dura "enquanto durar essa situação". Convertida a transferência em definitiva, o adicional deixa de ser devido.

  • 1204

    A natureza do adicional de transferência na Tabela 03

    É a natureza da rubrica no eSocial — "adicional em razão de transferência de trabalhador, enquanto durar a transferência" —, com incidência nas três bases enquanto vigora. Não é a 1099.

  • art. 470

    O dispositivo que hoje trata só das despesas — o 25% saiu dele em 1975

    A Lei 6.203/1975 deslocou o pagamento suplementar para o art. 469, § 3º, e deu ao art. 470 a redação atual: as despesas da transferência correm por conta do empregador. Citar o art. 470 como fonte dos 25% é citar texto superado.

O que trava no DP de quem transfere um empregado

Quatro problemas que a transferência cria na folha

  • Os 25% calculados sobre a remuneração do destino

    O § 3º manda calcular sobre "os salários que o empregado percebia naquela localidade" — a origem. Transferir para uma praça onde o salário ou o piso é maior e aplicar os 25% sobre o valor novo infla o adicional. A base errada se repete todo mês, e a diferença só aparece quando alguém confere a origem.

  • A transferência que não muda o domicílio tratada como transferência

    O caput do art. 469 não considera transferência a que não acarreta necessariamente a mudança de domicílio. Remanejar o empregado entre duas unidades da mesma cidade, ou entre turnos, não é transferência para os efeitos do artigo — e pagar o adicional nesses casos cria uma verba sem causa, difícil de retirar depois.

  • O adicional tratado como aumento definitivo

    A lei diz que o pagamento é devido "enquanto durar essa situação". Quem incorpora os 25% ao salário como se fossem permanentes — refletindo no 13º, nas férias, na rescisão de todos os anos seguintes — paga uma verba que deixou de existir quando a transferência virou definitiva.

  • A classificação genérica no eSocial e as despesas fora da conta

    Lançar o adicional como "outros proventos" (natureza 1099) mantém as incidências certas e a classificação errada. A Tabela 03 tem a natureza própria — a 1204. E as despesas da transferência, que o art. 470 põe por conta do empregador, não podem virar desconto do empregado nem sumir da conferência.

O que os arts. 468 a 470 da CLT fixam

Seis regras da transferência — da mudança de domicílio ao piso de 25%

Todas lidas em fonte primária em 10 de outubro de 2026, no compilado do Planalto. O adicional de 25% está no art. 469, § 3º; o art. 470, que muita planilha cita como fonte do percentual, hoje trata apenas das despesas da transferência.

  1. Sem mudança de domicílio, não há transferência

    O caput do art. 469 veda transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato, "não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio". É o primeiro filtro da verba: o que não muda o domicílio não é transferência para os efeitos do artigo — e não gera o adicional do § 3º.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
  2. Cargo de confiança e contrato com condição de transferência ficam fora

    O § 1º afasta a proibição do artigo de dois grupos: quem exerce cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço. O texto não fala em adicional — a leitura corrente é que, para esses empregados, a transferência não configura a hipótese de necessidade de serviço que o § 3º remunera.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
  3. A extinção do estabelecimento torna a transferência lícita

    O § 2º declara lícita a transferência quando ocorrer a extinção do estabelecimento em que o empregado trabalhava. É hipótese distinta da necessidade de serviço do § 3º: a lei declara a licitude sem lhe colar, no mesmo dispositivo, o pagamento suplementar — a leitura de cada caso passa pelo enquadramento que a empresa faz.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
  4. A necessidade de serviço obriga ao pagamento suplementar de 25%

    O § 3º é o coração da verba: em caso de necessidade de serviço, o empregador pode transferir o empregado, não obstante as restrições do artigo anterior, mas fica obrigado a um pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade. O percentual é um piso legal, não um valor fixo.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
  5. A base é o salário percebido na localidade de origem

    A mesma frase do § 3º ancora a base: "dos salários que o empregado percebia naquela localidade". O adicional se calcula sobre a remuneração da origem, não sobre a do destino. É a diferença que separa o adicional bem calculado do adicional inflado — e a que mais aparece errada quando a transferência muda o piso da categoria.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
  6. As despesas da transferência correm por conta do empregador

    O art. 470, na redação da Lei 6.203/1975, é curto e direto: as despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador. A redação anterior — que trazia os 25% — foi superada; quem cita o art. 470 como fonte do adicional está citando o texto antigo. Aqui ele é o que é hoje: a regra das despesas.

    CLT, arts. 468 a 470 (Decreto-Lei 5.452/1943) — transferência do empregado: vedação sem anuência e recorte da mudança de domicílio (art. 469, caput); exclusões do cargo de confiança e do contrato com condição de transferência (§ 1º); licitude na extinção do estabelecimento (§ 2º); pagamento suplementar nunca inferior a 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação (§ 3º); despesas por conta do empregador (art. 470, redação da Lei 6.203/1975)· vigente em 1943
O adicional medido de dois jeitos

Seis critérios que separam o adicional calculado do adicional presumido

  • Base de cálculo

    Como costuma ser

    A remuneração do destino, ou a remuneração total do mês da transferência

    Com a Frame

    Os salários percebidos na localidade de origem (art. 469, § 3º)

  • Percentual

    Como costuma ser

    Um valor escolhido pela empresa, sem referência legal

    Com a Frame

    Piso legal de 25%, que pode ser maior por acordo ou convenção

  • Duração

    Como costuma ser

    Incorporado ao salário como aumento permanente

    Com a Frame

    "Enquanto durar essa situação": cessa quando a transferência vira definitiva

  • Fundamento citado

    Como costuma ser

    Art. 470 — texto superado pela Lei 6.203/1975

    Com a Frame

    Art. 469, § 3º — onde o pagamento suplementar está hoje

  • Classificação no eSocial

    Como costuma ser

    "Outros proventos", natureza 1099, com a figura trocada

    Com a Frame

    Natureza 1204, própria do adicional de transferência na Tabela 03

  • Despesas da transferência

    Como costuma ser

    Descontadas do empregado ou fora da conferência

    Com a Frame

    Por conta do empregador (art. 470), tratadas fora da verba

Da decisão à folha

A rota do adicional de transferência, da decisão de transferir à rubrica no eSocial

O adicional tem uma virada no meio do caminho: ele só nasce quando a transferência é provisória e decorre de necessidade de serviço. O diagrama mostra o que cada passo entrega ao seguinte — e em que marco a decisão vira verba.

  1. Na decisão e no contrato

    Decisão de transferir

    A checagem do caput: sem mudança necessária de domicílio, não há transferência; com cargo de confiança ou condição contratual, o § 1º afasta o adicional

  2. Na decisão e no contrato

    Transferência provisória por necessidade de serviço

    O enquadramento no § 3º — é ele que faz nascer o pagamento suplementar

  3. Na base e na folha

    Base apurada na origem

    Os salários que o empregado percebia na localidade de origem, que são a base dos 25%

  4. Na base e na folha

    Adicional calculado

    25% (piso legal) sobre a base de origem, devido enquanto durar a transferência

  5. Na base e na folha

    Despesas da transferência

    A mudança e o transporte por conta do empregador (art. 470), fora da verba

  6. Na classificação e no eSocial

    A rubrica 1204 na Tabela 03

    A natureza do adicional de transferência, com incidência de INSS, IRRF e FGTS

  7. Na classificação e no eSocial

    S-1200 do mês

    O adicional declarado enquanto vigora; encerrada a transferência, a rubrica deixa de sair

A virada está no segundo marco: só a transferência provisória por necessidade de serviço faz nascer o pagamento suplementar do § 3º. Do terceiro ao quinto marco a decisão vira número — base na origem, 25% e despesas à parte; do sexto em diante o adicional chega ao eSocial na natureza 1204 e some quando a transferência deixa de ser provisória.

O ciclo da verba ao longo do contrato

Da decisão de transferir ao fim do adicional: o que a empresa manda controlar

  1. Na decisão

    A transferência é checada contra o caput e o § 1º

    Antes de qualquer cálculo, confere-se se houve mudança necessária de domicílio (caput) e se o empregado está em cargo de confiança ou tem contrato com condição de transferência (§ 1º). Só o que passa desses filtros e decorre de necessidade de serviço entra no § 3º.

  2. Enquanto for provisória

    O adicional de 25% é devido mês a mês

    Apurada a base na localidade de origem, o adicional de 25% entra na folha de cada competência em que a transferência provisória vigorar. O valor não é fixo: é o piso legal, que acordo ou convenção podem elevar.

  3. Todo mês

    O adicional entra no bruto e nas três bases

    Enquanto vigora, o adicional é salário: compõe o bruto, a base de INSS, a base do IRRF e a base do FGTS. A rubrica `transferencia` carrega essa incidência, e é o que a natureza 1204 declara no eSocial.

  4. Se a transferência vira definitiva

    O adicional cessa

    Convertida a transferência em definitiva, a situação que a lei remunerava deixa de existir e o adicional deixa de ser devido. Encerrar a rubrica é a decisão que evita transformar uma verba provisória em aumento permanente.

  5. No calendário do eSocialPrazo legal

    A natureza 1204 no evento periódico

    O adicional chega ao S-1200 com a natureza 1204, e o evento da competência segue o prazo do calendário do eSocial — que o fechamento da folha precisa respeitar.

O que a Frame faz com o adicional de transferência

Quatro coisas que o motor executa, e uma que ele não faz

Cada item abaixo descreve uma função que existe no motor e é coberta por teste. O último é o limite declarado, para a lista não prometer mais do que entrega.

  • Calcula o adicional de 25% sobre a base informada

    A função `adicionalDeTransferenciaValue` devolve a base multiplicada por 25% — o piso do art. 469, § 3º —, com o percentual parametrizável para cima. A base são os salários da localidade de origem, informados por quem opera a folha.

  • Soma o adicional às três bases enquanto vigora

    A rubrica `transferencia` é provento com incidência de INSS, IRRF e FGTS: o adicional compõe o bruto e as três bases, como o salário que ele é enquanto a transferência provisória dura. Há teste que trava essa incidência contra o catálogo do eSocial.

  • Lança o adicional com natureza 1204

    O adicional nasce como rubrica de natureza 1204 — "adicional em razão de transferência de trabalhador, enquanto durar a transferência" —, e não como provento genérico de natureza 1099. É a classificação que o S-1010 declara para o S-1200 não ser rejeitado.

  • Parte do adicional por competência, como entrada manual

    O motor aceita o adicional como rubrica de entrada manual, competência a competência: ele não infere a transferência do cadastro nem decide quando ela começa ou termina. Encerrar a rubrica quando a transferência vira definitiva é decisão de quem opera a folha.

  • O que ela não faz: decidir a definitividade e contabilizar as despesas

    O motor não decide se a transferência é provisória nem se decorre de necessidade de serviço — isso é enquadramento, e é da empresa. Também não contabiliza as despesas da transferência que o art. 470 põe por conta do empregador, nem modela a anuência do caput. As três diferenças estão ditas, e a decisão continua com quem opera a folha.

Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.

Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943)Art. 469, § 3º — o pagamento suplementar na transferência por necessidade de serviço
Leve para qualquer fornecedor de folha

Dez perguntas que separam o adicional calculado do adicional presumido

  • O sistema verifica se houve mudança necessária de domicílio, ou trata qualquer remanejamento como transferência?
  • O adicional é afastado quando o empregado exerce cargo de confiança ou tem contrato com condição de transferência?
  • A base de cálculo são os salários da localidade de ORIGEM, e não a remuneração do destino?
  • O percentual parte do piso legal de 25%, e não de um valor escolhido sem referência?
  • O sistema trata o adicional como provisório — devido "enquanto durar" a transferência — em vez de aumento definitivo?
  • Quando a transferência vira definitiva, o adicional é encerrado, em vez de continuar saindo?
  • O adicional compõe o bruto e as três bases (INSS, IRRF e FGTS) enquanto vigora?
  • A rubrica chega ao eSocial com natureza 1204, e não como "outros proventos" de natureza 1099?
  • As despesas da transferência ficam por conta do empregador (art. 470), fora da verba e fora do desconto?
  • Se o fornecedor paga 25% sobre a remuneração do destino e nunca encerra a verba, ele avisa — ou o número sai errado em silêncio?
O que decide o plano de quem transfere um empregado é o tamanho da operação

Quanto custa a Frame para quem lança o adicional de transferência

O plano da Frame acompanha o número de colaboradores ativos, e a empresa com mais de um CNPJ decide pelo teto de empresas, porque cada inscrição tem a sua folha e a sua transferência: o Essencial cobre 1, o Profissional cobre 3, o Completo cobre 10, e o Signature não tem teto. O adicional de transferência — 25% sobre a base da localidade de origem, lançado na natureza 1204 e com incidência de INSS, IRRF e FGTS enquanto vigora — acompanha o módulo de DP em todos os níveis, ao lado da movimentação que registra a transferência no histórico do colaborador. O que nenhum plano faz é decidir a definitividade nem contabilizar as despesas: o motor aplica o adicional sobre a base informada, e o enquadramento do art. 469 continua sendo decisão de quem opera a folha.

  • DP EssencialR$ 697,00/mês

    Folha real, ponto e obrigações para uma empresa.

  • DP ProfissionalR$ 1.197,00/mês

    DP multi-empresa com portal do colaborador e IA de conferência.

Perguntas frequentes

O que perguntam sobre adicional de transferência

Quando o adicional de transferência é devido?

Quando há transferência provisória por necessidade de serviço, nos termos do art. 469, § 3º, da CLT. Três filtros vêm antes: o caput do artigo só considera transferência a que acarreta necessariamente a mudança de domicílio; o § 1º afasta os empregados em cargo de confiança e aqueles cujo contrato tenha como condição, implícita ou explícita, a transferência; e o § 2º declara lícita a transferência na extinção do estabelecimento. Passados os filtros, a necessidade de serviço obriga ao pagamento suplementar de, no mínimo, 25% dos salários da localidade de origem, enquanto durar a situação.

Qual é a base de cálculo do adicional de transferência?

Os salários que o empregado percebia na localidade de origem. O § 3º do art. 469 diz expressamente "25% dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação". A base são os salários da origem, e não os do destino: quem transfere para uma praça onde o salário ou o piso da categoria é maior e calcula os 25% sobre o valor novo paga sobre a base errada. O percentual de 25% é um piso legal — acordo ou convenção coletiva podem fixá-lo em valor maior.

O adicional de transferência incorpora ao salário?

Não como aumento permanente. A lei condiciona o pagamento a "enquanto durar essa situação": o adicional é devido durante a transferência provisória e cessa quando ela se torna definitiva, com a mudança permanente do domicílio. Enquanto vigora, porém, ele é salário — compõe a remuneração e incide nas bases. As duas leituras precisam andar juntas: tratá-lo como verba sem incidência enquanto é devido erra a base; incorporá-lo como aumento depois de a transferência virar definitiva cria uma verba sem causa.

O adicional de transferência incide em INSS, FGTS e IR?

Sim, enquanto vigora. O adicional de transferência é verba salarial: a rubrica `transferencia` do motor da Frame é provento com incidência nas três bases — INSS, IRRF e FGTS —, e há teste que trava essa decisão contra o catálogo do eSocial. A classificação correta é a natureza 1204 da Tabela 03, "adicional em razão de transferência de trabalhador, enquanto durar a transferência"; lançá-lo como "outros proventos" (natureza 1099) mantém as incidências certas e troca a figura declarada ao governo.

A transferência que não muda o domicílio gera o adicional?

Não para os efeitos do art. 469. O caput do artigo veda a transferência sem anuência para localidade diversa da que resultar do contrato, mas ressalva que "não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio". Mudar o empregado de unidade dentro da mesma cidade, sem mudança de domicílio, não é transferência para o artigo — e, não havendo transferência na forma legal, não há o suplementar do § 3º. O enquadramento do caso concreto é matéria de fato e fica com a empresa.

Como o adicional de transferência entra no eSocial?

Pela rubrica do empregador, com a natureza 1204 da Tabela 03 — "adicional em razão de transferência de trabalhador, enquanto durar a transferência". A natureza é declarada no S-1010, e o valor entra no S-1200 da competência enquanto o adicional vigora; encerrada a transferência provisória, a rubrica deixa de sair. O código do Frame para a rubrica é o `transferencia`, e a natureza 1204 é a que corresponde à verba — diferente da 1099, de "outros proventos", que manteria as incidências e trocaria a classificação.

Continue por aqui

Leituras que completam esta

  • A irmã do cluster: a verba que entra no líquido e compensa

    O cluster `verbas-trabalhistas` reúne as verbas legais que mudam a folha. O salário-família é a cota que entra no líquido e é compensada na guia; o adicional de transferência é a verba que nasce de um evento do contrato e incide nas bases enquanto vigora. A página irmã mostra a direção oposta da conta.

  • A obra que transfere o empregado entre canteiros

    A construção civil é o setor onde a transferência provisória é rotina — obras que começam e terminam em cidades diferentes. A página de construtoras mostra a folha do canteiro e o CNO da obra; esta mostra o adicional que nasce quando o empregado é deslocado para outra praça.

  • O assento do contador que homologa o adicional

    O adicional de transferência entra no cálculo que o contador do cliente homologa. A página dos escritórios de contabilidade mostra o assento só de leitura, a tabela de referência recomputada com os parâmetros do cliente e a trilha de auditoria — o lugar onde a verba conferida vira cálculo assinado.

  • A empresa pequena, onde a movimentação decide o adicional

    Numa empresa pequena, é o registro de movimentação que dispara a transferência e o adicional. A página de pequenas empresas mostra por que o dado digitado uma vez só chega inteiro à folha — e por que o enquadramento do art. 469 depende desse registro.

  • Os eventos que nascem da folha, no blog

    O post reúne os eventos do eSocial gerados a partir da própria folha. É o pano de fundo do S-1200 em que o adicional chega classificado na natureza 1204 — o detalhe que esta página usa e não reexplica.

  • Os planos e o que entra em cada nível

    O adicional de transferência, com incidência nas três bases e natureza 1204, acompanha o módulo de DP em todos os níveis. A página de preços detalha os tetos de CNPJ citados na seção de planos e o que muda em cada faixa.

O adicional de transferência é o pagamento suplementar de, no mínimo, 25% dos salários que o empregado percebia na localidade de origem, devido na transferência provisória por necessidade de serviço e apenas "enquanto durar essa situação" — verba salarial que incide em INSS, IRRF e FGTS enquanto vigora, tem natureza 1204 no eSocial e cessa quando a transferência se torna definitiva; a Frame calcula os 25% sobre a base de origem, sem decidir a definitividade nem contabilizar as despesas do art. 470.

Demonstração conduzida por gente da Frame, com o recorte de adicional de transferência e os números da sua operação.