Adicional noturno: das 22h às 5h, 20% sobre a hora reduzida — e no campo a janela, o percentual e a hora mudam
O art. 73 da CLT fixa a regra urbana: trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte tem acréscimo mínimo de 20% sobre a hora diurna, e cada hora noturna é computada como 52 minutos e 30 segundos — a hora reduzida. No campo, a Lei 5.889/1973 muda os três termos: a lavoura vai das 21h às 5h, a pecuária das 20h às 4h, o adicional é de 25% e a hora é cheia, de sessenta minutos. A Frame calcula as duas contas — minutos dentro da janela, hora reduzida no urbano, percentual e DSR sobre as habituais — a partir do enquadramento que a empresa reconhece, sem decidi-lo.
- 22h–5hA janela do trabalho noturno urbanoCLT, art. 73, § 2º: considera-se noturno o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No campo, a janela muda com a atividade: 21h–5h na lavoura e 20h–4h na pecuária, pela Lei 5.889/1973.
- 20%O acréscimo mínimo sobre a hora diurnaArt. 73, caput: o trabalho noturno urbano tem remuneração superior à do diurno, com acréscimo de 20%, pelo menos, sobre a hora diurna. É mínimo, não teto — e no rural a Lei 5.889 fixa 25% sobre a remuneração normal.
- 52min30sA duração da hora noturna no urbano — no campo, ela é cheiaArt. 73, § 1º: a hora do trabalho noturno é computada como de 52 minutos e 30 segundos. A lei rural não prevê a redução: no campo, a hora noturna tem sessenta minutos — e a diferença muda o resultado do mês.
O adicional noturno responde a três perguntas — quando, quanto e sobre o quê — e as respostas mudam entre a cidade e o campo
A primeira pergunta é quando o trabalho é noturno. Na cidade, a janela é a do § 2º do art. 73: começa às 22h e termina às 5h do dia seguinte. No campo, a Lei 5.889/1973 traça duas janelas e a atividade decide qual vale — lavoura das 21h às 5h, pecuária das 20h às 4h. A janela é sobre quando o trabalho acontece, e não sobre a duração total do turno: um plantão que cruza a meia-noite tem os minutos lidos um a um, e é essa separação que alimenta o cálculo.
A segunda pergunta é quanto. No urbano, o acréscimo mínimo é de 20% sobre a hora diurna, e a hora noturna tem duração própria: dentro da janela, cada 52 minutos e 30 segundos de relógio valem uma hora noturna, pelo § 1º — a janela cheia rende mais horas de adicional do que o relógio mostra. No campo, o percentual é de 25% sobre a remuneração normal e não há hora reduzida: a hora noturna rural tem sessenta minutos. A conta vale igual para a escala 12x36; o que ela acrescenta é a costura do plantão que vira o dia.
A terceira pergunta é sobre o quê. O caput fala em acréscimo sobre a hora diurna, e o § 3º mostra que a base não é sempre a mesma: nas empresas que não mantêm trabalho noturno habitual, o acréscimo é calculado tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante; nas empresas cujo noturno decorra da natureza das atividades, o cálculo toma por base o salário mínimo geral vigente na região. E há duas regras que fecham o desenho: horários mistos aplicam o capítulo às horas noturnas (§ 4º), e as prorrogações do trabalho noturno continuam sob o capítulo (§ 5º) — a jornada que começou na madrugada e seguiu depois das 5h não perde o adicional no relógio em ponto.
A Frame entra na parte que é conta: separa os minutos noturnos de cada vínculo, converte os minutos pela redução no urbano, calcula 20% ou 25% conforme o enquadramento registrado e lança a rubrica noturno, com natureza 1205 no eSocial e incidência de INSS, IRRF e FGTS, além do DSR sobre as variáveis habituais. O que ela não faz é decidir se aquele trabalhador é urbano ou rural — isso é enquadramento, e o sistema calcula sobre ele. Cada segmento tem a sua página, com o noturno do setor; esta fica com a regra geral e com a comparação entre a cidade e o campo.
O relógio de ponto não sabe onde termina o dia. Quem entra às 22h e sai às 6h produz marcações em duas datas, e a apuração que fecha por data civil parte o turno em dois: a primeira metade no dia anterior, a segunda no dia seguinte. A hora noturna reduzida, o adicional e o repouso precisam ser calculados sobre o turno inteiro, e não sobre as duas metades — senão a madrugada some justamente no pedaço que cruza a meia-noite, que é onde ela é mais longa. É o defeito mais comum da apuração noturna e o mais difícil de ver no holerite, porque cada metade, isolada, parece correta.
No revezamento, a pergunta muda de lugar. Não é quanto se paga de adicional, é quantas noites cada trabalhador faz por ciclo — e a resposta está na escala, não no cartão. Uma escala que alterna semana sim, semana não produz noites habituais; uma que concentra seis noites seguidas produz habituais e reflexo no repouso. O sistema precisa ler a escala para saber o que é habitual, e a folha precisa declarar o reflexo quando ele existe. Sem a escala, o cálculo acerta a noite e erra o mês.
A conferência da madrugada tem uma ordem que evita retrabalho. Primeiro a janela: o horário noturno cadastrado por vínculo, e não o da empresa inteira. Depois o turno inteiro, cruzando a meia-noite, com a hora reduzida aplicada ao relógio marcado. Por último a prorrogação: o que passou das 5h continua noturno até o fim do trabalho efetivo. Quem confere pela data civil acerta cada metade e erra o conjunto — e o erro só aparece quando o trabalhador compara o holerite com o cartão.
A regra geral tem três números — 22h–5h, 20% e 52min30s —, e o campo tem outros três: 21h ou 20h de início, 25% e hora cheia. Quem aplica um conjunto no lugar do outro erra a folha todo mês, em silêncio, sem que ninguém tenha digitado um número errado.
Seis regras do adicional noturno — da janela urbana à hora cheia do campo
Todas lidas em fonte primária em 9 de outubro de 2026: o art. 73 da CLT no compilado do Planalto, com a redação do Decreto-Lei 9.666/1946, e o art. 7º da Lei 5.889/1973. Nenhuma súmula é citada — a página se sustenta no texto das duas leis.
A janela urbana vai das 22h às 5h
O § 2º do art. 73 é literal: "Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte." Para a folha, o que importa é que a janela é sobre quando o trabalho acontece — o plantão que atravessa a meia-noite precisa ser lido pelos minutos que caem dentro dela, e não pela extensão do turno inteiro.
CLT, art. 73 — adicional noturno: 20% sobre a hora diurna, hora de 52min30s, janela das 22h às 5h, base do § 3º, horários mistos e prorrogações· vigente em 2026O acréscimo mínimo é de 20% sobre a hora diurna
O caput fixa o acréscimo de "20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna". A expressão "pelo menos" é a chave: o percentual legal é piso, e a convenção da categoria pode fixar valor maior — quando fixar, é o da convenção que vale. O que não se admite é lançar abaixo do mínimo em nome de um parâmetro único de sistema.
CLT, art. 73 — adicional noturno: 20% sobre a hora diurna, hora de 52min30s, janela das 22h às 5h, base do § 3º, horários mistos e prorrogações· vigente em 2026A hora noturna urbana dura 52 minutos e 30 segundos
O § 1º dá à hora da madrugada uma duração própria: 52 minutos e 30 segundos — a hora reduzida. Dentro da janela, esse tempo de relógio vale uma hora noturna inteira. O efeito prático é que a janela cheia, das 22h às 5h, rende mais horas de adicional do que o relógio mostra: o percentual incide sobre a quantidade ampliada, e não sobre os minutos crus.
CLT, art. 73 — adicional noturno: 20% sobre a hora diurna, hora de 52min30s, janela das 22h às 5h, base do § 3º, horários mistos e prorrogações· vigente em 2026A base do acréscimo depende da natureza do serviço noturno
O § 3º tira a base do piloto automático. Nas empresas que não mantêm, pela natureza das atividades, trabalho noturno habitual, o acréscimo é calculado tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Nas empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza das atividades, o cálculo toma por base o salário mínimo geral vigente na região. Traduzido para a folha: a base dos 20% não se responde com um parâmetro único — depende do tipo de operação, e é essa base que precisa estar definida antes de calcular.
CLT, art. 73 — adicional noturno: 20% sobre a hora diurna, hora de 52min30s, janela das 22h às 5h, base do § 3º, horários mistos e prorrogações· vigente em 2026Horários mistos e prorrogações continuam sob o capítulo
O § 4º manda aplicar às horas noturnas dos horários mistos — os que abrangem períodos diurnos e noturnos — o disposto no artigo e seus parágrafos. E o § 5º fecha: "Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo." Na prática, a jornada que começou na madrugada e prosseguiu depois das 5h mantém o adicional sobre a continuação, e o turno misto divide os seus minutos entre as duas regras.
CLT, art. 73 — adicional noturno: 20% sobre a hora diurna, hora de 52min30s, janela das 22h às 5h, base do § 3º, horários mistos e prorrogações· vigente em 2026No campo, a janela, o percentual e a hora são outros
O art. 7º da Lei 5.889/1973 define o noturno rural por atividade: "entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária". O parágrafo único acrescenta 25% sobre a remuneração normal. E a lei não tem regra equivalente ao § 1º da CLT: a hora noturna do campo é cheia, de sessenta minutos. São três diferenças em relação ao urbano — janela, percentual e duração da hora.
Lei 5.889/1973, art. 7º — trabalho noturno rural: lavoura 21h–5h, pecuária 20h–4h e adicional de 25% sobre a remuneração normal· vigente em 1973
Os números que decidem a verba, na cidade e no campo
A janela do trabalho noturno urbano
Art. 73, § 2º. O plantão que cruza a meia-noite tem os minutos lidos um a um dentro da janela — a duração total do turno não responde à pergunta.
- 20%
O acréscimo mínimo sobre a hora diurna, no urbano
Art. 73, caput. É piso, não teto: a convenção da categoria pode elevar, e nesse caso o percentual da convenção prevalece.
- 52min30s
A hora noturna reduzida — só no urbano
Art. 73, § 1º. A janela cheia, das 22h às 5h, vale mais horas do que o relógio marca — e é sobre a quantidade ampliada que o percentual incide. Sem a redução, o mês inteiro fica abaixo do devido.
- 25%
O acréscimo do trabalho noturno rural
Lei 5.889/1973, art. 7º, parágrafo único: todo trabalho noturno é acrescido de 25% sobre a remuneração normal. Cinco pontos acima do urbano, sobre todas as horas noturnas do mês.
- 60min
A duração da hora noturna no campo
A lei rural não prevê hora ficta. Aplicar os 52min30s urbanos ao campo aumenta artificialmente a quantidade de horas noturnas — um turno de oito horas passa a render mais de nove, todo mês.
A rota do adicional noturno, da escala à guia do mês
O adicional noturno tem uma bifurcação no meio do caminho: urbano ou rural. O diagrama mostra o que cada passo entrega ao seguinte — e em que marco a conta muda de regra.
- Na jornada
Escala montada
O plantão que alcança a madrugada, com a janela de cada vínculo já definida
- Na jornada
Marcação no relógio
Os pares de marcação do plantão, com os intervalos, inclusive o que cruza a meia-noite
- No cálculo
Minutos noturnos separados
Os minutos dentro da janela de cada vínculo — 22h–5h no urbano, 21h ou 20h de início no campo
- No cálculo
Hora noturna convertida
No urbano, os minutos viram horas noturnas pela redução de 52,5; no rural, valem a hora cheia
- No cálculo
Adicional calculado na rubrica
20% sobre a hora reduzida no urbano ou 25% sobre os minutos do campo — na rubrica noturno
- Na obrigação
S-1200 transmitido
O noturno classificado na natureza 1205 da Tabela 03, com as incidências declaradas
- Na obrigação
Obrigação do mês
Guia e encargos refletindo a verba lançada
- Na jornada
Escala montada
O plantão que alcança a madrugada, com a janela de cada vínculo já definida
- Na jornada
Marcação no relógio
Os pares de marcação do plantão, com os intervalos, inclusive o que cruza a meia-noite
- No cálculo
Minutos noturnos separados
Os minutos dentro da janela de cada vínculo — 22h–5h no urbano, 21h ou 20h de início no campo
- No cálculo
Hora noturna convertida
No urbano, os minutos viram horas noturnas pela redução de 52,5; no rural, valem a hora cheia
- No cálculo
Adicional calculado na rubrica
20% sobre a hora reduzida no urbano ou 25% sobre os minutos do campo — na rubrica noturno
- Na obrigação
S-1200 transmitido
O noturno classificado na natureza 1205 da Tabela 03, com as incidências declaradas
- Na obrigação
Obrigação do mês
Guia e encargos refletindo a verba lançada
A bifurcação está no quarto marco: os mesmos minutos noturnos viram quantidades diferentes conforme a regra do vínculo. Do quinto marco em diante a rota é a mesma para todo mundo — rubrica, incidências e natureza —, e é por isso que a página de cada segmento mostra só o que muda.
Quatro problemas que o adicional noturno cria na folha
A janela urbana aplicada a todo vínculo
O sistema presume 22h–5h e 20% para qualquer trabalhador. Num contrato rural, isso erra a janela (21h na lavoura, 20h na pecuária), o percentual (25%) e a duração da hora (cheia). São três erros empilhados — e nenhum aparece como erro: o holerite sai com aparência de cálculo.
Os minutos de relógio pagos como horas noturnas
No urbano, cada 52min30s de relógio valem uma hora. Quem aplica os 20% direto sobre os minutos paga a menos todo mês. No rural o erro é o inverso: a redução urbana infla a quantidade e paga a mais. A mesma confusão, em duas direções.
A prorrogação depois das 5h tratada como diurna
A jornada que começou na madrugada e continuou depois das 5h tem essa continuação sob o capítulo do noturno, pelo § 5º. Quem corta o adicional no relógio das 5h em ponto deixa de pagar a prorrogação — e a diferença se repete a cada plantão do mês.
O noturno em "outros proventos"
Sem rubrica própria, a verba entra numa linha genérica e chega ao eSocial como 1099. As incidências até saem, mas a natureza 1205 — a do adicional noturno na Tabela 03 — não. É divergência que não trava o cálculo e só aparece na fiscalização, quando a conferência já passou.
Seis leituras do adicional noturno, do parâmetro único à regra de cada vínculo
Janela noturna
Como costuma serUma janela só, 22h às 5h, aplicada a toda a folha
Com a FrameA janela de cada vínculo: 22h–5h no urbano, 21h–5h na lavoura e 20h–4h na pecuária
Percentual do adicional
Como costuma serUm percentual único para qualquer trabalhador
Com a Frame20% sobre a hora reduzida no urbano; 25% sobre a remuneração normal no rural
Duração da hora noturna
Como costuma serMinutos de relógio pagos direto, ou a redução aplicada também ao campo
Com a Frame52min30s valem uma hora só no urbano; no rural, a hora noturna é cheia
Minutos após as 5h
Como costuma serCorte seco na janela: o que passa das 5h deixa de ser noturno
Com a FrameProrrogação da jornada noturna segue o capítulo, pelo § 5º do art. 73
Base do acréscimo
Como costuma serSempre o valor-hora do contrato, sem olhar a natureza do serviço
Com a Frame§ 3º: quantitativos diurnos semelhantes ou salário mínimo da região, conforme o caso
Chegada ao eSocial
Como costuma serNoturno em "outros proventos", natureza 1099
Com a FrameRubrica noturno com natureza 1205, incidências e DSR sobre as habituais
Da janela que abre ao evento do mês: o que a empresa manda controlar
- 22h
A janela urbana abre — no campo, o relógio já andou
Às 22h começa a janela do art. 73; na lavoura ela abre às 21h, e na pecuária às 20h. O trabalho iniciado antes da meia-noite e concluído depois é lido pelos minutos que caem na janela de cada vínculo — e não pela extensão do dia de trabalho.
- Durante a madrugada
A hora noturna acumula dia a dia
No urbano, cada 52min30s dentro da janela vira uma hora noturna; no rural, os minutos valem a hora cheia. É aqui que a quantidade do mês nasce — e é por isso que a virada do dia não pode virar falta.
- Às 5h
A janela fecha, mas a prorrogação continua noturna
A jornada que prossegue depois das 5h em continuação à noite não perde o adicional: o § 5º manda aplicar o capítulo às prorrogações. O corte seco no relógio em ponto é o erro clássico do fechamento.
- Fechamento da competência
O adicional entra com rubrica, incidências e DSR
A verba do mês sai na rubrica noturno, com incidência em INSS, IRRF e FGTS, e o DSR acompanha as variáveis habituais — horas extras e noturno do mês. É o que faz holerite, férias e 13º contarem a mesma história.
- Calendário do eSocialPrazo legal
A natureza 1205 no evento periódico
O noturno chega ao S-1200 classificado na natureza 1205 da Tabela 03, e o evento da competência tem o prazo do calendário do eSocial — que o fechamento da folha precisa respeitar.
Quatro coisas que o motor executa, e uma que ele não faz
Cada linha abaixo corresponde a código implementado e coberto por teste. A última existe para a lista não prometer mais do que entrega.
Separa os minutos noturnos de cada vínculo
A apuração mede os minutos dentro da janela — 22h–5h no urbano, 21h–5h ou 20h–4h no rural —, inclusive no plantão que cruza a meia-noite, para a virada do dia não virar falta nos dois dias.
Aplica a hora reduzida só onde ela existe
No urbano, os minutos dentro da janela são convertidos pela hora de 52,5 antes do percentual; no rural, a hora é cheia, e o motor não aplica a redução — há teste travando exatamente esse erro.
Calcula 20% ou 25% na rubrica noturno
O adicional urbano incide sobre a hora reduzida; o rural, sobre os minutos de relógio, a 25%. A verba nasce como rubrica noturno, com natureza 1205 no eSocial e incidência de INSS, IRRF e FGTS.
Leva o noturno ao DSR e às bases
Habitual, a verba reflete no DSR sobre as variáveis — horas extras e noturno do mês — e acompanha férias, 13º e rescisão pela incidência da própria rubrica, sem conta paralela.
O que ela não faz: decidir o enquadramento
A Frame calcula a verba sobre o vínculo que a empresa reconhece — urbano ou rural, com a atividade declarada no cadastro. Ela não decide se aquele trabalhador é rural ou urbano, nem substitui por conta própria o percentual da convenção: o cálculo segue o que está registrado, e a decisão é da empresa.
A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos.
Dez perguntas que separam o noturno calculado do noturno presumido
- O sistema tem uma janela noturna só, ou uma para o urbano e outra para cada atividade rural?
- O adicional sai a 20% no urbano e a 25% no rural, ou há um percentual único para toda a folha?
- A hora reduzida de 52min30s é aplicada só no urbano — e a hora cheia, no campo?
- O plantão que cruza a meia-noite é costurado, ou vira falta nos dois dias?
- A prorrogação depois das 5h continua recebendo o adicional, como manda o § 5º?
- A base do acréscimo segue a natureza do serviço, como o § 3º descreve?
- A verba sai como rubrica noturno, com natureza 1205, ou como "outros proventos"?
- A rubrica incide em INSS, IRRF e FGTS e reflete em férias, 13º e rescisão?
- O DSR acompanha as variáveis habituais — horas extras e noturno — do mês?
- Quando o fornecedor não distingue urbano de rural, ele diz na tela — ou o número sai errado em silêncio?
Seis conferências do mês que a folha costuma pular
- A janela noturna está cadastrada por vínculo, ou a empresa inteira usa o mesmo horário para o urbano, o rural e o plantão?
- A hora noturna reduzida foi aplicada ao relógio marcado, e não à hora cheia que o cartão mostra?
- O rural está com o percentual e a hora cheia dele, separado do urbano, no mesmo fechamento?
- O noturno habitual entrou na base do repouso semanal sobre as parcelas variáveis da competência?
- A prorrogação da jornada depois das 5h foi tratada como noturna até o fim do trabalho efetivo?
- A troca de turno no meio do mês foi registrada com a data, para o cálculo mudar no dia certo e não no dia 1º?
Quanto custa a Frame para quem paga o adicional noturno
O plano acompanha o número de colaboradores ativos, e uma empresa com filiais ou inscrições diferentes decide pelo teto de empresas, porque cada CNPJ tem a sua escala e o seu enquadramento: o Essencial cobre 1, o Profissional cobre 3, o Completo cobre 10, e o Signature não tem teto. O adicional noturno — hora reduzida no urbano, 25% sem redução no rural, rubrica com natureza 1205 — acompanha o módulo de DP em qualquer nível, junto com o DSR sobre as habituais. Escalas, jornadas e portal do colaborador entram a partir do Profissional, que é o nível de quem precisa controlar a madrugada trabalhador a trabalhador.
- DP EssencialR$ 697,00/mês
Folha real, ponto e obrigações para uma empresa.
- DP ProfissionalR$ 1.197,00/mês
DP multi-empresa com portal do colaborador e IA de conferência.
O que perguntam sobre adicional noturno
De que horas a que horas é o trabalho noturno?
No urbano, o § 2º do art. 73 da CLT define como noturno o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No campo, a Lei 5.889/1973 traça outras duas janelas, e a atividade decide qual vale: na lavoura, das 21h às 5h; na pecuária, das 20h às 4h. A janela é sobre quando o trabalho acontece, e não sobre a duração do turno — o plantão que atravessa a meia-noite tem os minutos lidos um a um dentro dela, e é essa separação que alimenta o adicional.
Quantos por cento é o adicional noturno?
Depende do vínculo. No urbano, o caput do art. 73 da CLT fixa o acréscimo mínimo de 20% sobre a hora diurna — mínimo, não teto: a convenção da categoria pode elevar, e nesse caso prevalece o percentual da convenção. No rural, o parágrafo único do art. 7º da Lei 5.889 fixa 25% sobre a remuneração normal. A diferença de cinco pontos corre sobre todas as horas noturnas do mês, e aplicar o percentual urbano ao campo é o erro mais comum de quem usa um parâmetro único para os dois.
Sobre qual base incide o adicional noturno?
Em regra, sobre a hora diurna: os 20% têm como referência o valor da hora normal, e é por isso que a quantidade de horas noturnas importa tanto. O § 3º do art. 73 traz duas bases específicas: nas empresas que não mantêm trabalho noturno habitual, o acréscimo é calculado tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante; nas empresas cujo noturno decorra da natureza das atividades, o cálculo toma por base o salário mínimo geral vigente na região. No rural, os 25% incidem sobre a remuneração normal. Antes de calcular, é essa base que precisa estar definida — não há parâmetro único que sirva para toda operação.
Como calcular o adicional noturno na 12x36?
Em três passos. Primeiro, separar os minutos que caem dentro da janela — na escala 12x36 o plantão costuma atravessar a meia-noite; o fechamento precisa costurar os dois dias. Segundo, converter: no urbano, cada 52min30s de relógio vale uma hora noturna, pela redução do § 1º; no campo, os minutos valem a hora cheia. Terceiro, aplicar o percentual sobre a quantidade convertida — 20% no urbano, 25% no rural — e somar ao DSR das habituais. Uma ressalva que a escala carrega: o parágrafo único do art. 59-A da CLT considera compensadas as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 — na 12x36, a remuneração mensal pactuada já as abrange. O exemplo da hora reduzida, com um plantão inteiro conferido do início ao fim, está na página das empresas de segurança.
Ver o plantão noturno conferido do início ao fimO adicional noturno entra em férias, 13º, FGTS e DSR?
Quando é habitual, sim. O adicional que se repete todo mês entra na remuneração: entra nas bases de INSS, IRRF e FGTS e reflete em férias, 13º e rescisão. O DSR segue a mesma lógica das variáveis habituais — no fechamento, ele acompanha as horas extras e o noturno do mês. Na Frame a rubrica noturno sai com essa incidência desde a origem, e é isso que faz holerite, férias e rescisão contarem a mesma história. O que não muda é o caráter de mínimo do percentual urbano: quando a convenção fixar valor maior, é ele que vale.
A hora noturna do campo também é reduzida?
Não. A CLT computa a hora noturna urbana como 52 minutos e 30 segundos, mas a Lei 5.889/1973 não tem regra equivalente: o art. 7º trata das janelas e do adicional de 25%, e nada mais. A ausência é a regra — no campo, a hora noturna é de sessenta minutos. Aplicar a redução urbana ao rural infla artificialmente a quantidade: um turno de oito horas passa a render mais de nove horas noturnas, todo mês, sem que ninguém tenha digitado um número errado. Na Frame o motor do noturno rural não aplica a redução, e há teste travando esse erro.
Ver a conta do noturno rural, atividade por atividadeLeituras que completam esta
- O noturno do frentista e a madrugada do posto
O posto é o caso em que a madrugada é rotina: a página do frentista mostra o turno da noite com a hora reduzida aplicada e o feriado em dobro ao lado do adicional. Aqui fica a regra geral; lá, o mês inteiro de quem opera a bomba.
- O plantão 12x36 e a hora reduzida conferida linha a linha
A escala 12x36 é onde a hora reduzida pesa mais: um plantão que varre a madrugada rende oito horas noturnas, e não sete. A página da vigilância mostra essa conta passo a passo — o exemplo que a FAQ desta página referencia sem repetir.
- O noturno do campo, atividade por atividade
Lavoura 21h–5h, pecuária 20h–4h, 25% e hora cheia: a página rural é onde a bifurcação desta pilar vira operação, com a janela escolhida pela atividade reconhecida no cadastro.
- A fornada da madrugada, entre o forno e o relógio
Quem assa antes de o dia clarear cruza a janela urbana todo turno. A página das padarias mostra o noturno da fornada junto com a insalubridade do calor — o mesmo cálculo urbano, com o adicional do forno ao lado.
- A jornada do caixa e da reposição, e o frio do açougue
No mercado, quem faz a madrugada é a reposição, e a página cobre a jornada do caixa e da reposição — escala 6x1, meio período e leitura do AFD — ao lado da insalubridade do frio do açougue e da câmara, calculada sobre o salário mínimo. A mecânica da hora reduzida ela remete à leitura sobre postos, em vez de reexplicá-la.
- Os planos e o que entra em cada nível
O adicional noturno acompanha o módulo de DP em todos os níveis; escalas e jornadas entram a partir do Profissional. A página de preços detalha os tetos de CNPJ citados na seção de planos e o que muda em cada faixa.
O adicional noturno urbano é 20% sobre a hora diurna reduzida a 52min30s entre 22h e 5h; no campo, a Lei 5.889 muda a janela (21h–5h na lavoura, 20h–4h na pecuária), eleva o percentual a 25% e não prevê hora reduzida — e a Frame calcula a verba sobre o enquadramento que a empresa reconhece, sem decidi-lo.
Demonstração conduzida por gente da Frame, com o recorte de adicional noturno e os números da sua operação.
Atualizado em 2026-10-09. As regras trabalhistas citadas valem para as vigências indicadas em cada fonte. Como este conteúdo é produzido.